Demétrio Sena - Magé
Demétrio Sena, Magé - RJ.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Quem sempre destruiu o Brasil?
segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Lombo e chicote
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Poesia para enfrentar o caos
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Perca o medo, a preguiça, e corra o risco de ler e repensar
Perca o medo, a preguiça, e corra o risco de ler e repensar
Demétrio Sena - Magé
Eu não quero que todo mundo se lasque porque já estou resolvido, já vivi o que tinha que viver e fiz o que me deu "na telha". Nem ligaria meu "que se dane", por despeito e vingança contra o mundo, se também estivesse "todo lascado". Meu voto no Lula para presidente segue o que penso e sinto: pelas minhas filhas, meus sobrinhos, os netos de meus irmãos, meus alunos... nossos herdeiros de um país que há poucas décadas era uma ditadura militar. Um país cujo governo fazia o que bem entendesse; cujo povo só tinha que obedecer e calar, sem direito a opinião, pensamento crítico, educação, cultura e direitos trabalhistas.
Na gestão passada, quase afundamos em uma nova ditadura. O governo atroz, repugnante, corrupto e truculento que antecedeu Lula preparou o terreno em seus quatro anos puro desmando, para um golpe que por bem pouco não deu certo. Se tivesse dado, estaríamos hoje como na ditadura militar. O pior de tudo é que ele contava - e ainda conta! - com um rebanho de fanáticos dispostos a sofrer qualquer chibata pelo mito agora preso, sua família e seu grupo. Esses eleitores do mal, que na verdade são bois castrados metidos a touros - e "touras" - brabos de uma elite à qual não pertencem, mas pensam que sim.Viram - e muitas vezes sofreram - todas as desgraças daquele governo, mas permaneceram fiéis; lunáticos; dominados por discursos nacionalistas, pregações, orientações e ordens religiosas sobre um prodigioso reino além como recompensa. Reino além para os pobres, mas um reino prodigioso, farto, aqui mesmo, para seus ícones políticos e líderes religiosos sedentos de poder.
Tenho vida modesta, poucos bens, poucos anos de vida pela frente, mas estou bem resolvido. Entretanto, quero deixar para esta geração e para gerações futuras, um país democrático; de todos. No qual o trabalhador não perca, e sim, ganhe cada vez mais direitos. Um país onde o mais pobre seja visto e tenha oportunidades, obtendo auxílio enquanto as oportunidades não chegam. País em que as mulheres tenham respeito e paridade; crianças e jovens humildes tenham acesso fácil à educação, à cultura de qualidade, ao trabalho compensador no salário e com cargas horárias perfeitamente humanas. Em que o idoso não seja menosprezado e o portador de deficiência seja incluído na sociedade como um todo, sem sofrer nenhuma forma de bullyng, sendo chamado, por exemplo, de "nove dedos".
Lula não é perfeito, é passível de atos falhos e de falas que podem ser distorcidas com facilidade... comete seus erros, mas é um presidente humano; preocupado com os menos favorecidos; os invisíveis sociais; com a pressa que a fome tem, de providências imediatas. É preocupado com a fomentação das artes, dos talentos escondidos e o respeito a todas as crenças, as não crenças, todos os gêneros e classes sociais e cidadãos de todas as idades. O melhor de tudo, é um governo que sabe trabalhar e fazer prodígios com um congresso inimigo não apenas dele, mas também inimigo do povo. Imagine o Lula reeleito, com um congresso do bem a seu favor; não apenas das elites.
Precisamos reeleger Lula, 13, presidente do Brasil. Precisamos eleger (e reeleger) deputados, senadores e governos estaduais da esquerda, para junto com Lula darem seguimento ao projeto revolucionário de um país de todos; para todos. Onde cada pessoa, por mais simples que seja, é um cidadão/cidadã com direito a vez, voz, opinião própria e pensamento crítico. Crítico; não destemperado e truculento; não atiçado por donos de seus pensamentos, sentimentos, passos, crenças, ideologias. Não custa nada repetir, para que você reflita livremente, sem pressão, no que acaba de ler. Lula 13.
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terça-feira, 29 de setembro de 2026
Um ensaio de humanidade
Um ensaio de humanidade
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Sobre cordeiro e predadores
Demétrio Sena - Magé
sábado, 26 de setembro de 2026
Mundos atípicos
Demétrio Sena - Magé
Confiar, no contexto insano do inusitado; respeitar, no sentido pleno do improvável; ter segurança, nos desvãos do escuro e da insegurança que aprendemos a ter por ter. Ou pela criação (compreensível) para termos medo do mundo. Ver no ser humano atípico (não me refiro a laudo), a possibilidade ampla de uma relação harmoniosa e sem "pé atrás"... onde normalmente não é "possível".
Pontualmente consigo idealizar essa possibilidade, ao perceber que alguém mora, dentro de si mesmo, em um mundo parecido com o meu. Alguém atípico, ou quase, como eu, na forma de olhar o mundo externo. De avaliar as pessoas muito além dos comportamentos formais e obrigatórios e das crenças, dos conceitos e hábitos alinhados por ensinamentos que se repetem "desde a fundação do mundo", como os únicos; porque são coletivos.
Já garimpei algumas pessoas atípicas como eu e tive laços dissociados do secular: inusitados, improváveis, incompreensíveis... inaceitáveis para os formatos estabelecidos ao redor. E muita gente "típica" me garimpou, entendeu e sentiu comigo a leveza do que sempre pesou nos conceitos estabelecidos por correntes; tradições; crenças; leis coletivas; hábitos esculpidos.
O mundo não tem que ser sempre o mesmo, para quem é capaz de manter o próprio mundo e dividi-lo com alguém. Ou até para quem não tenha esse mundo próprio, porém seja capaz de identificar e se inserir no mundo próprio de alguém. Há momentos que valem por todo o tempo restante, até que voltem a ser possíveis. Esses momentos nos ajudam mais do que terapias comuns.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2026
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
terça-feira, 22 de setembro de 2026
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Sobre originalidade
Demétrio Sena - Magé
Se existe algo que me incomoda é não ser original. Ter uma ideia, desenvolvê-la cheio de mim, expor o produto e depois descobrir que alguém já tivera essa ideia. Mesmo não sendo plágio, e sim uma ideia semelhante, é incômodo para um sujeito besta como eu, ter uma ideia semelhante à de alguém.
Recentemente achei que tive uma ideia genial, na composição e edição de um trabalho fotográfico. Compus um cenário, fotografei, editei caprichosamente com ferramentas de aplicativo fotográfico e fiquei todo bobo. Não demorei a descobrir que alguém já tivera essa ideia. Com cenário e fotografia diferentes, mas a mesma ideia. Isso me frustrou bastante; retirei a publicação, que não me causaria problema, pois não era um plágio, mas não ser original na própria ideia mexe profundamente com os meus brios.
Não consigo entender quem se orgulha de repetir uma fórmula de projeto. Eu me torturo com isso. Mas existe pior: não consigo aceitar que alguém se orgulhe de um plágio (mudar o processo de uma obra já existente e chamar de sua). E existe pior ainda: simplesmente expor a obra de alguém sem citar a autoria. E bem mais grave, expor e assinar o próprio nome. Achar-se com a prerrogativa de se tornar o dono/a dona dessa obra.
Existem as coincidências (compor, pintar, fotografar, escrever algo semelhante), mas precisamos ter o hábito de desconfiar de nós mesmos, quando algo nos incomoda no que fizemos. Há grande chance de uma coincidência ou "plágio coincidencial". Retirarmos uma postagem será fácil, depois de pesquisarmos (ao desconfiamos de nós)... mas como fica, se fizermos um livro, uma exposição de artes em local público, com um ou mais plágios, por termos ligado o "que se dane" ao percebermos algo estranho em uma de nossas obras?
Sim; existem as coincidências ou os "plágios coincidenciais". Mas tem que haver a consciência do certo, errado, adequado, inadequado, antiético, ético ou criminoso. Quem vive de "cometer coincidências", e por isso as normaliza, não se policia, torna-se plagiador ou copiador costumaz. É um pulo.
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