Demétrio Sena, Magé - RJ.
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domingo, 23 de agosto de 2026
sábado, 22 de agosto de 2026
Dívida imensa
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
O eco sistêmico da má fé
Demétrio Sena - Magé
Estou sem ânimo para falar de questões políticas, por estes dias. Mas caramba... que esforço coletivo é esse, das grandes mídias, unidas aos partidos políticos da extrema direita e aos empresários que mandam neles (tanto mas mídias quanto nos políticos), para demonizar o presidente Lula? Tudo isso, por causa do Lulinha, bola da vez, com todos os estardalhaços nunca feitos em cima dos filhos do verdadeiro d&mônio, que praticam corrupção em cima de corrupção, aos olhos de todos.
Em nenhum momento alguém arrancará de mim qualquer afirmação de que o Lulinha não deveria ser investigado. Tem que ser. E se for culpado, que pague pelos eventuais crimes. Mas essa massificação sobre ele ser filho do Lula, e os truques que foram usados até agora, com evidentes intenções eleitorais adversas, me fazem concluir que tudo está sendo usado como forma de propaganda eleitoral a favor do d&mônio junior, filho do d&mônio-mor, que está devidamente preso.
Um dos truques foi guardar a investigação, que poderia ter tido início em janeiro, mas começou agora, no início das campanhas. Outro, neste caso, o das mídias, é acelerar as outras matérias para ir e voltar, com excesso de holofote, ao caso do filho do Lula. Do Lulinha filho do Lula, como se não houvesse nenhuma outra notícia de verdadeiro impacto nacional para veicular.
Até as guerras que mexem com o planeta, matérias normalmente preferidas dos noticiários, ficaram espremidas pelo caso Lulinha, "FILHO DO LULA! FILHO DO LULA! FILHO DO LULA!", como se fosse algo de repercussão internacional. A campanha pela presidência do Brasil começou. Lula contra os adversários políticos, um ministro comprado, do STF, as mídias, os empresários gananciosos e manipuladores... e os patriotas pobres, ferrados e massas de manobra de todo esse sistema.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Abandono
Demétrio Sena - Magé
Assustada e frágil, chegou sozinha ao Pronto-socorro. Gemia, por uma dor imensa nos rins. De meia idade, o rosto emanava uma dor além da carne. Só levava os panos do corpo. Nem uma bolsa. Nem uma roupa extra. Muito menos um cobertor, lençol, produtos para higiene pessoal.
Na enfermaria, conseguiu poucos panos para o seu leito. Acho que outra paciente lhe deu um casaco, pois ela usava somente uma camiseta fina, e aquela noite não estava fácil. Chegara especialmente fria. Sonolento, acompanhei o drama sem atinar que não era um sonho. Cochilava em minha cadeira, de onde zelo por minha esposa, que há dias é também uma paciente.
Na manhã seguinte, a senhora estava um pouco melhor. Pude ouvir do nosso canto, sua conversa com um dos enfermeiros. Ao ser indagada sobre por que chegara sozinha, ela disse que não. Não chegara sozinha. Impaciente, o marido a levou de carro até a porta da unidade de saúde, abriu a porta do veículo e disse: Agora é com você; fiz muito lhe trazendo até aqui.
Com um sorriso pálido (e ponha pálido nisso), antes que o enfermeiro verbalizasse a sua indignação, ela justificou, cabisbaixa:
- Mas também, coitado; eu dou muito trabalho a ele; só vivo passando mal.
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segunda-feira, 17 de agosto de 2026
domingo, 16 de agosto de 2026
A inquietação das regras
sábado, 15 de agosto de 2026
terça-feira, 11 de agosto de 2026
Nem tudo é sobre nós
Demétrio Sena - Magé
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Fugindo ao encontro
Demétrio Sena - Magé
Publicar meus textos e minhas fotografias em rede social não tende a ser um hábito que escraviza. Venho, publico e saio. Mais tarde, quando já me ocupei dos outros hábitos além do trabalho, quando é dia de trabalho (ler, fazer cruzadas, beijar, etc), costumo dar mais uma olhada para prestigiar boas postagens e responder aos comentários do que postei, porque acho educado responder, corresponder e ser grato pelo carinho de quem me prestigia.
Para mim, tudo é muito simples, em redes sociais. Há pessoas idiotas, notícias ruins, fake news e "bestagens"? Que assim seja. Mas em nossas vivências presenciais, no mundo físico e na vida inteira é exatamente assim: deparamo-nos o tempo todo com idiotas, mentirosos, tragédias e bobeiras. Nem por isso tomamos a decisão de nos afastamos da vida. Ou darmos um tempo do mundo, nos escondermos da inevitável sociedade que nos cerca nas ruas, no emprego, na igreja, no terreiro e até nas rodas culturais; por que não?
Como ficaremos, ao constatarmos que nossas fugas, para onde quer que seja, nos lançarão nas mesmas futilidades, idiotices, marmotas e tragédias em outros ambientes? Sim, porque on-line ou presencialmente, lá está o ser humano. Lá estamos nós mesmos, de quem muitas pessoas também querem fugir, mas lhes falta criatividade para saberem como, sem abrirem mão de seus espaços.
O nosso direito de ir, vir e ficar, fazer escolhas e decidir o que nos apraz está em todos os espaços. Por exemplo, no poder de restringirmos alguém, por bloqueio, nas redes sociais, além de só visualizarmos o que desejamos. Da mesma forma, de nos desvencilharmos com calma, imposição ou ajuda policial, nos eventos e ambientes públicos. De usarmos o controle remoto para escolhermos o que desejamos ver, na televisão. E para lermos os livros de nossa escolha, sem desistirmos de todos porque uns não prestam.
Tantas fugas de tudo e todos, por causa de "alguéns" e "algos", podem nos isolar em nossas próprias masmorras. Ou em lugares bem piores, para onde nos levam os surtos emocionais e psíquicos. Precisamos saber quem somos e ter consciência de que: seres humanos lidam com seres humanos. E podemos até trocar de seres humanos, quando alguns apresentam defeito de caráter.
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terça-feira, 28 de julho de 2026
A "Cura"
Demétrio Sena - Magé
A conversão religiosa não muda sua essência; não "cura" sua natureza. Ela forja, pinta e dá verniz por fora, mas você continua quem você é. Se quem você é machuca; desqualifica o seu próximo; faz dele sua vítima; real vítima em qualquer contexto, é que a conversão vale a pena: "segura sua onda" enquanto pode, com as ameaçadas do inferno e do Peso da "Terrível Mão de Deus", apesar da sua essência. Mas em questões de natureza sexual ou de gênero, do que pretendo falar, "segurar sua onda" não fará você feliz, porque sua essência ou natureza não é criminosa; logo, não faz mal ao próximo. Da mesma forma, ser quem você é não configura uma doença, desvio nem anomalia.
Supostamente "curar" a homossexualidade é que me parece uma ideia doentia e monstruosa. Um projeto perverso de comando, posse ou domínio do outro, estabelecido principalmente pelas religiões cristãs, alheio a qualquer base científica. Quando a conversão religiosa nos convence a renegar a própria essência ou natureza (que não causa danos reais ao outro, à sociedade), ela nos faz sofrer. E logo nos fará causar sofrimento a outras pessoas, como no caso de nos casarmos dentro dos trâmites conservadores da igreja. Seremos infelizes por trancarmos quem somos, e faremos infelizes nosso cônjuge, que jamais entenderá o que sempre faltou, quando resolvermos dar um basta. Porque, acreditem, resolveremos.
Não existe cura do que não é doença, e neste país, homossexualidade não é crime. A ideia de cura gay, esta sim, é criminosa; um pecado social contra o ser humano, impedindo-o de ser feliz. Enchendo-o de remorsos ilegítimos, desnecessários, como se o gay não merecesse estar no mundo; inserido na sociedade. Cura gay é uma invenção patológica do moralismo religioso. Do cristianismo que faria o próprio Cristo surtar, de chicote em punho, como quando perdeu as estribeiras com os negociantes ou vendilhões do templo. Na verdade, esse cristianismo patológico, distorcido ao longo da história, é que realmente precisa ser curado.
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