Demétrio Sena, Magé - RJ.
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domingo, 17 de maio de 2026
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Inteligência Natural
Demétrio Sena - Magé
Aceito e uso, porque não seria possível não usar a caneta, o computador ou as teclas do celular, para o curso da minha escrita. Igualmente, usaria uma britadeira, se precisasse quebrar brita. Pintar demanda tinta, pincel, tela, cavalete... mas nada pinta por mim. Não sou eu ferramenta, insumo, suporte. A inteligência é minha. O dom é meu.
Usarei violão, ou piano, qualquer outro instrumento, para dar cifras ao poema que desejo transformar em canção. Mas quem há de compor a canção sou eu. Do início ao fim. Para tudo que fizermos, usaremos matéria-prima, ferramenta e/ou insumo. Qualquer produção imaginável, de maior ou menor dimensão, exigirá com o que, do que e sobre o que se faça ou se realize.
A inteligência artificial é o produto mais controverso da humanidade. Acho inconcebível que o ser humano tenha feito algo para se tornar, ele mesmo, ferramenta desse algo, no campo da criatividade: as artes; a literatura; o lúdico. Admito e aceito a inteligência artificial, mas não aceito a sua batuta como substituição do meu dom, do meu toque pessoal, da minha personalidade criativa.
Não quero ser um plagiador, ainda que isso tenha se tornado criminosamente permitido, por esse truque de fragmentação cibernética. Pior ainda: não quero ser mais um desses plagiadores que nem plagiar sabem mais: tornaram-se criminosos on-line dependentes dos comandos que se sobrepõem aos comandos que eles fingem dar.
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segunda-feira, 11 de maio de 2026
O Coachar dos Coachs
Demétrio Sena - Magé
Geralmente, os coachs não têm responsabilidade com o que dizem. Na maioria das vezes, dão conselhos desastrosos que promovem discriminação, racismo e soberba nos ambientes coletivos. Nas empresas, promovem auto estima elevada em alguns funcionários e baixa auto estima em outros, com avaliações baseadas muito mais em simpatias pessoais de chefes do que no profissionalismo e na competência dos agraciados ou não. Exclusão, separarismo e comparações coletivas adoecem emocionalmente uns, instigam o narcisismo de outros e fazem dos ambientes de trabalho verdadeiros ringues, onde os egos se digladiam em busca da mesma visibilidade.
Aconselhados por esses profissionais sem formação acadêmica em especialidade alguma, diretores empresariais contratam ou promovem chefes "brabos". Chefes que assediam moralmente, pressionam à exaustão e obrigam seus comandados a cargas horárias e volumes desumanos de trabalho. Uma competência questionável que deixa todos extenuados e, com o tempo, comprometem seriamente os resultados produtivos e econômicos, porque ninguém é "de ferro" o tempo todo, por mais que precise do seu emprego. É nesse ponto que os profissionais "destacados" com elogios em discursos e/ou impressos caem adoentados pelo mesmo cansaço que os constrangidos com a invisibilidade por seus patrões.
Por motivos e objetivos diversos, é assim nas empresas, nas igrejas, em outros ambientes religiosos e corporativos. Onde existe a coletividade, lá estão as disputas, as fogueiras do narcisismo e da vaidade fomentadas pelos profissionais formados em porcaria nenhuma; os coachs. Também são eles os grandes fomentadores ou conselheiros dos truques baixos políticos; das fake news e da formação dos gabinetes do ódio e do vale tudo por prestígio e voto. A falsidade, a truculência e a raiva sob os discursos do patriotismo e do livre arbítrio arbitrário e brutal para praticar intimidações e crimes é a grande funcionalidade ou influência doentia desses pseudo profissionais. Os coachs.
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domingo, 10 de maio de 2026
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Cocô Coletivo e Outras "Emes"
Demétrio Sena - Magé
Duvido muito da capacidade cognitiva de quem acredita que: em um país democrático (e laico), um governo mandaria famílias dividirem suas casas com pessoas estranhas, determinaria o fechamento das igrejas, criaria cartilha para que as escolas públicas ensinassem a ser gay; trans... além de tudo, baixaria uma lei para criação de banheiros em ambientes públicos, nos quais pessoas de sexos e gêneros diferentes fariam... cocô coletivo. Todo mundo junto, no local das necessidades fisiológicas.
Falta de capacidade cognitiva, sim, de muita gente... mas na maioria dos casos, falta de caráter. Pessoas que sabem que tudo isso é impossível, notícia falsa, grosseira, mas fingem que acreditam, por conveniência político-partidária e religiosidade fanática; sonsa; conspiratória. Teorias da conspiração que tentam destruir qualquer governo competente, humano e trabalhador que governe para todas as camadas sociais (especialmente os mais pobres), classes e religiões. Pessoas e corporações que tentam desqualificar aqueles políticos que, mesmo em campanhas eleitorais, não chantageiam fiéis nem fazem da religiosidade uma bandeira partidária desonesta, hipócrita, golpista e desigual.
Quer falar de pecado? Não sou religioso, mas vamos lá: segundo a Bíblia na qual você diz que acredita, mentira é pecado. Logo, fingir que acredita na mentira (ou que está em dúvida, mas ao mesmo tempo ajudar na divulgação dessa mentira ou dúvida), também é. No fim das contas: de que adianta você não fazer o tal cocô coletivo, porém transformar a sua língua em intestino grosso desarranjado, que não escolhe hora nem lugar para fazer o seu cocô verbal? Precisamos muito pensar nisto.
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terça-feira, 5 de maio de 2026
domingo, 3 de maio de 2026
Sobre Arte e Cidadania
Demétrio Sena - Magé
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Esquerda - Direita: Vamos ver Quem é Quem?
Demétrio Sena - Magé
É perfeitamente compreensível o sucesso da extrema-direita, quando quer barrar os projetos do governo em prol da população, e ao mesmo tempo, implementar seus projetos em benefício próprio: a extrema direita é capaz de tudo. Esses deputados e senadores da extrema direita fazem qualquer arruaça ou truque sujo possível. Cometem qualquer atrocidade, as piores formas de traição e truculência em prol de seus objetivos, que são sempre pessoais. Fabricam todas as notícias falsas e as distorções das verdadeiras.
A esquerda não utiliza os mesmos expedientes. Não tem coragem de fabricar mentiras nem talento para jogar sujo; enfrentar truculência com truculência, sujeira com sujeira. Falta capacidade na esquerda, para enganar pessoas simples, comprar lideranças religiosas (principalmente as evangélicas) e usar os nomes Deus, Cristo, Espírito Santo, "aleluias", "glórias" e outras exaltações para comover os cristãos mais desinformados, que acreditam em tudo que venha da boca de quem joga com a espiritualidade.
O foco destas linhas são os políticos, empresários, grandes líderes religiosos e outras figuras públicas extremistas, capazes de fazer grandes estragos na sociedade. Estragos que alcançam pessoas simples e desinformadas, para elas reproduzirem esses efeitos em seus iguais. Pessoas como aquelas que são facilmente convencidas, por exemplo: de que um governo da esquerda determinará a criação de banheiros, em locais públicos, para pessoas de todos os sexos e gêneros fazerem cocô juntos, por força de lei. Ou de que o cidadão que tem casa terá que dividi-la com moradores de rua, entre outras fake news que voltam de quatro em quatro anos, com sucesso.
Ninguém exija da esquerda o que a extrema-direita faz. A lei está sempre atrás da bandidagem; não à frente. Afinal, quem age dentro da lei precisa ter cuidado com a sociedade; pensar no cidadão comum. Pense na esquerda como a polícia responsável, que combate o bandido. Polícia responsável não atira para qualquer lado, porque há inocentes em perigo. Não acerta o bandido pelas costas nem aperta o gatilho com ele já rendido. Corre o risco de não alcançá-lo e até de ser atingida por ele, para não atingir inocentes.
Por outro lado, pense na extrema-direita como o bandido que a polícia combate. O bandido atira para qualquer lado, invade qualquer casa, faz reféns, ameaça todo mundo... não mede os atos nem as consequências. Aqui não se trata de polícia, especificamente, nem do bandido comum que é perseguido nas comunidades, mas essa é a retórica perfeita para entender ambos os lados da política. Reservadas as exceções de um e de outro lado, a esquerda é o mocinho. A extrema-direita...
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quarta-feira, 29 de abril de 2026
quarta-feira, 22 de abril de 2026
segunda-feira, 20 de abril de 2026
Heróis Humanos
Demétrio Sena - Magé
domingo, 19 de abril de 2026
O Ateu e "As Mãos de Deus"
O Ateu e As "Mãos de Deus"
Demétrio Sena - Magé
O ateísmo não é a certeza; é o pressuposto da não Existência Divina. Ao invés da certeza de que Deus não Existe, o ateu acredita na não Existência; não acredita que, ainda que Deus Seja Real, o ser humano tenha condições de saber. Muito menos de saber quais são os Gostos, Desgostos, Prazeres, Preferências e Preconceitos Divinos. "Está escrito"? Sim; está. Escrito por homens. "Homens inspirados por Deus"? Aí é por conta da fé pessoal; do "acreditar em coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem, independente daquilo que vemos, ou ouvimos". Logo, fé não é uma ciência baseada em pesquisas físicas, evidências, escavações. É um sentimento; uma intuição; convicção abstrata. Louvável em quem a cultiva com coerência e princípios humanitários baseados na suposta espiritualidade. Porém deplorável em quem a usa como base de superioridade pessoal ou corporativa, por alguma forma de poder contra outra pessoa; outro grupo.
Quem tem raiva de Deus não é ateu. Blásfemo sim, porque blasfêmia inclui ofensa ao divino. Ateu, não. Como pode alguém ter amor ou ódio do que não há? A raiva da imagem criada pelo ser humano para justificar o auto empoderamento e as ambições que o fazem subjugar é bem compreensível. Principalmente quando se é vítima dos preconceitos, da perseguição e até das atrocidades praticadas pelos que se armam até os dentes, de fé. Pelos que têm como Generais Carrrascos dos não religiosos ou religiosos diferentes, o suposto Deus e o próprio Cristo. Esse Cristo em quem muitos ateus acreditam como ser humano admirável, digno de ser seguido, a exemplo do que tantos cristãos não fazem, diariamente. Há muitas lendas em torno dos ateus, criadas pelos cristãos. Uma delas é de que o ateu é perverso; insensível; sem coração. É difícil para um ateu, acreditar em Um Ser Perfeito, criador de tantas imperfeições reunidas na sua maior criação.
No fim das contas, o ateu é frágil. E a maior prova de que não é perverso, insensível, sem coração, está no quanto é perseguido pela sociedade religiosa como um todo, sem "dar o troco". Salvo "raras exceções" (perdoem a redundância, mas o raras é necessário neste caso, como exceção das exceções), não há notícias de religiosos vítimas de ateus. O que há, de forma vezeira e maciça, são notícias de ateus vítimas de religiosos armados até os dentes, de sua fé belicosa, intolerante. Fé que justifica suas armadilhas em nome do "deixar nas Mãos de Deus", com os devidos impulsos ou empurrões humanos, quando as Mãos de Deus estão prestes a deixá-los na mão. Aí vem plano b: Com as próprias mãos, em Nome de Deus. Viva um dia de ateu, buscando portas, corações, ombros, olhos, inclusão e oportunidades na sociedade que você compõe. Só assim você sentirá, no corpo e na alma, o que tento lhe dizer, mas apenas as palavras não dão conta.
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