Demétrio Sena, Magé - RJ.
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terça-feira, 8 de setembro de 2026
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Glórias ao Rock In Rio
Demétrio Sena - Magé
Eu também estaria lá no Rock in Rio, se pudesse. Pelo menos hoje, quando me emociono, via tevê, com Vanessa da Matta, Roupa Nova, Guilherme Arantes, Luiza Sonza junto ao Roberto Menescal, e ainda o Gilberto Gil. Mais tarde verei o Elton John. Ontem, o Jota Quest me levou às lágrimas, quando convidou o Tony Tornado para dar um show de alegria, energia e talento, aos 96 anos. Alguém quer falar de bênçãos?
Todo mundo cantando o amor; celebrando amizades; de corações abertos gritando a paz. Isso para mim é culto; é a verdadeira religação com todos os possíveis sagrados que nenhum livro manipulado explica. E quando alguém decide protestar, é justamente contra maldades, guerras, injustiças, desigualdades sociais, preconceitos religiosos e domínios; escravidões ideológicas.
Não troco estes momentos por nenhuma sessão de homilias, orações e louvores denominacionais dentro de uma igreja. Porque lá nas igrejas, bem sabemos quais, estão promovendo corporativismo contra os menos favorecidos, dominação ideológica, religiosa, de proteção da bolha e ódio; perseguição contra o mundo restante. Pior de tudo, oferecendo palco a políticos extremistas e corruptos.
Rendo glórias ao Rock In Rio, na língua dos anjos! Aos que dão shows no palco e na plateia! Grito em silêncio, aqui dentro de mim, "ribalábalá" em homenagem aos momentos de arte, união, alegria, entretenimento e paz, nessa festa que me anima e renova minhas esperanças! Tudo por saber que nem todos estão nos templos onde os inimigos do povo se fortalecem para conspirar contra o nosso país.
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Minha tábua segura
Demétrio Sena - Magé
Sinto que você me conhece, vasta e profundamente, no amplo desconhecido em mim. Sabe ler o silêncio do meu inusitado e decifrar cada segredo que jamais conto; as mais inconfessáveis confissões que nunca faço. Entende muito bem o ininteligível das escritas de minh'alma; das escrituras profanas - e submersas - deste meu testamento afetivo.
Decifro que seu olhar me decifra como nem eu faço. Que sabe do que não sou capaz, a partir do que sou. Confia no que não entende, na certeza do incerto que abona minha índole. Aposta no meu eu sobre você, com a segurança de quem se atira completamente no abismo e deixa estar. Vê bem claro no meu sombrio e não teme o temerário do que não vê, pois intui a lisura com que sou quem sou.
E você me comove com o que não diz, mas me assegura do quanto eu ouço nesse não falar. Tem um eco sincero, inquestionável para os meus gritos de socorro engolidos pelo não pedir que me faz tão pedinte. É a minha tábua segura, na insegurança do mar que não sei domar aqui dentro.
Vejo você tão próxima, mesmo à distância. Tão íntima, embora sem intimidade. Sinto-me compensado por tudo que, no fim das contas, nada. Mas que me completa e satisfaz, numa completude incompleta; numa satisfação insatisfatória. História escrita sem caneta, mão e papel. Só pela intuição afetiva. No sonho acordado em que sou grato por sua existência.
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sábado, 5 de setembro de 2026
Cidadão nada e ninguém
Demétrio Sena - Magé
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Sobre as aspas da ruína
Demétrio Sena - Magé
Algumas "coragens" e "adrenalinas" cabem perfeitamente nas aspas, porque são estúpidas, de tão imprudentes. São casos de uma estupidez bem própria da juventude, mas cada dia mais pessoas maduras também caem nessas armadilhas.
Muitos indivíduos estão presos ou morreram antes da hora, porque foram muito "espertos"; "descolados"; "ousados" e sem limite. Aspas e aspas, porque só foram mesmo sem limite. Embarcaram em barcos à deriva por influências externas, achando que foi por índole ou personalidade própria. Entraram, depois não puderam sair, pois com o tempo, ninguém sai de algumas situações.
Uma vida sem projeto, na qual tudo é feito por impulso e à base do tanto faz, não costuma ser longa. Ou é, mas de alguma forma que a pessoa não morre, como também não vive. A inteligência de quem pauta sua vida pelo cuidado, a observação e o critério, pode salvar sua integridade ou a própria vida. Só existe uma grande chance de futuro para quem aceita que nem tudo é "pra ontem".
A verdade não é outra: onde existe um excesso de "coragem", de "adrenalina", "esperteza", "descolamento" e "ousadia" - vide aspas -, falta inteligência. Quem não conhece o começar de novo, em novo ritmo, nada sabe da própria vida.
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quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Nem no muro nem camuflado: esquerdista
Demétrio Sena - Magé
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
sábado, 29 de agosto de 2026
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Igual poema do Bandeira
Igual poema do Bandeira
Demétrio Sena - Magé
Depois de um enfarto quase fulminante, a senhorinha deu entrada em estado grave, na sala vermelha. Em dois dias, lúcida e falante, já estava na sala amarela, onde aguardava um cateterismo.
Feliz da vida, e obviamente sem o consentimento do pessoal da enfermagem, teve acesso secreto a salgadinhos e doces, na enfermaria. Fez um piquenique altamente calórico, às escondidas, com a pessoa irresponsável que foi visitá-la.
Na madrugada seguinte, voltou à sala vermelha, em estado crítico, aos gritos e com extrema dificuldade para respirar. Era um novo enfarto. Não tivemos mais notícias suas, até o dia em que deixamos aquela unidade de saúde, para o cateterismo que ela faria antes de minha esposa.
Esse episódio me lembrou o poeminha Notícia de jornal, do Manuel Bandeira. Espero que depois de toda a farra ela não tenha, metaforicamente, mergulhado na Lagoa Rodrigo de Freitas.
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quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Entre a dor e o afeto
Demétrio Sena - Magé
A Cláudia e sua filha Thati, acompanhante; poucos dias depois, no mesmo leito, a Dona Nicea, de 84 anos, e a sua filha Fernanda, também acompanhante. Em outra baia, dona Valéria, que chegou sozinha, passando muito mal, mas no dia seguinte circulava por toda a enfermaria e logo se tornou amiga de todos - ou quase todos - os pacientes.
Todas essas pessoas, pacientes e acompanhantes, marcaram positivamente os dias duros e difíceis de minha esposa, internada à espera de um cateterismo. No "mesmo barco", foram apoio, exemplos, emprestaram seus ombros e ajudaram nos picos de ansiedade. Depois dos profissionais de saúde, o que essas mulheres - até a dona Nicea, com sua serenidade octogenária - representaram para a Eliana foi determinante no seu processo de espera e melhora.
Para Minha filha Nathalia, que revezava comigo os dias e as noites de acompanhantes, e também para mim, tudo resultou novos laços de afeto. Fizemos boas e relevantes amizades. Laços que representam o que há de melhor no ser humano, porque surgiram de momentos profundos. Da solidariedade, da empatia e do sofrimento em comum.
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Coisas do coração
Demétrio Sena - Magé




