sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Pobre contra pobre

Demétrio Sena - Magé 


Os políticos e seus assessores têm todos os benefícios imagináveis (ou inimagináveis), para complementarem seus salários indecentemente polpudos. A folha de pagamentos do Congresso Nacional, por exemplo, corresponde a um valor maior do que toda a arrecadação de algumas cidades brasileiras. As folhas de pagamentos de câmaras estaduais e municipais não ficam muito abaixo. Em suma, os politicos e seus pingentes, em um todo, sugam quase toda a economia do país. 

Além dos salários indecentes, os ocupantes do poder público têm vale paletó, vale combustível, vale viagem entre outros, correção salarial acelerada e, anteontem, assisti a um noticiário que informava sobre passarem a receber vale peru e vale panetone. Enquanto isso, bolsonaristas pobres atacam pessoas ainda mais pobres, desempregadas e sem o mínimo para sobreviver, porque elas recebem micharias de vale gás, bolsa família, loas, e os estudantes pobres recebem o pé-de-meia, para terem condições de concluir seus estudos sem o impedimento da fome.

Para bolsonaristas, especialmente pobres, os ricos é que precisam de auxílio. Chegam a fazer envios de seus poucos recursos, via Pix, aos políticos, pastores midiáticos e outros poderosos que os comovem nas mídias. Não ajudam familiares nem amigos em situação de vulnerabilidade e chamam os ainda mais pobres de vagabundos. Mal sabem (ou não sabem) que também são chamados de vagabundos pelos vagabundos que eles ajudam a ficar cada vez mais ricos e vagabundos.
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Respeite autorias. É lei 

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