Demétrio Sena - Magé
Publicar meus textos e minhas fotografias em rede social não tende a ser um hábito que escraviza. Venho, publico e saio. Mais tarde, quando já me ocupei dos outros hábitos além do trabalho, quando é dia de trabalho (ler, fazer cruzadas, beijar, etc), costumo dar mais uma olhada para prestigiar boas postagens e responder aos comentários do que postei, porque acho educado responder, corresponder e ser grato pelo carinho de quem me prestigia.
Para mim, tudo é muito simples, em redes sociais. Há pessoas idiotas, notícias ruins, fake news e "bestagens"? Que assim seja. Mas em nossas vivências presenciais, no mundo físico e na vida inteira é exatamente assim: deparamo-nos o tempo todo com idiotas, mentirosos, tragédias e bobeiras. Nem por isso tomamos a decisão de nos afastamos da vida. Ou darmos um tempo do mundo, nos escondermos da inevitável sociedade que nos cerca nas ruas, no emprego, na igreja, no terreiro e até nas rodas culturais; por que não?
Como ficaremos, ao constatarmos que nossas fugas, para onde quer que seja, nos lançarão nas mesmas futilidades, idiotices, marmotas e tragédias em outros ambientes? Sim, porque on-line ou presencialmente, lá está o ser humano. Lá estamos nós mesmos, de quem muitas pessoas também querem fugir, mas lhes falta criatividade para saberem como, sem abrirem mão de seus espaços.
O nosso direito de ir, vir e ficar, fazer escolhas e decidir o que nos apraz está em todos os espaços. Por exemplo, no poder de restringirmos alguém, por bloqueio, nas redes sociais, além de só visualizarmos o que desejamos. Da mesma forma, de nos desvencilharmos com calma, imposição ou ajuda policial, nos eventos e ambientes públicos. De usarmos o controle remoto para escolhermos o que desejamos ver, na televisão. E para lermos os livros de nossa escolha, sem desistirmos de todos porque uns não prestam.
Tantas fugas de tudo e todos, por causa de "alguéns" e "algos", podem nos isolar em nossas próprias masmorras. Ou em lugares bem piores, para onde nos levam os surtos emocionais e psíquicos. Precisamos saber quem somos e ter consciência de que: seres humanos lidam com seres humanos. E podemos até trocar de seres humanos, quando alguns apresentam defeito de caráter.
... ... ...
Respeite autorias. É lei