quinta-feira, 24 de setembro de 2026
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
terça-feira, 22 de setembro de 2026
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Sobre originalidade
Demétrio Sena - Magé
Se existe algo que me incomoda é não ser original. Ter uma ideia, desenvolvê-la cheio de mim, expor o produto e depois descobrir que alguém já tivera essa ideia. Mesmo não sendo plágio, e sim uma ideia semelhante, é incômodo para um sujeito besta como eu, ter uma ideia semelhante à de alguém.
Recentemente achei que tive uma ideia genial, na composição e edição de um trabalho fotográfico. Compus um cenário, fotografei, editei caprichosamente com ferramentas de aplicativo fotográfico e fiquei todo bobo. Não demorei a descobrir que alguém já tivera essa ideia. Com cenário e fotografia diferentes, mas a mesma ideia. Isso me frustrou bastante; retirei a publicação, que não me causaria problema, pois não era um plágio, mas não ser original na própria ideia mexe profundamente com os meus brios.
Não consigo entender quem se orgulha de repetir uma fórmula de projeto. Eu me torturo com isso. Mas existe pior: não consigo aceitar que alguém se orgulhe de um plágio (mudar o processo de uma obra já existente e chamar de sua). E existe pior ainda: simplesmente expor a obra de alguém sem citar a autoria. E bem mais grave, expor e assinar o próprio nome. Achar-se com a prerrogativa de se tornar o dono/a dona dessa obra.
Existem as coincidências (compor, pintar, fotografar, escrever algo semelhante), mas precisamos ter o hábito de desconfiar de nós mesmos, quando algo nos incomoda no que fizemos. Há grande chance de uma coincidência ou "plágio coincidencial". Retirarmos uma postagem será fácil, depois de pesquisarmos (ao desconfiamos de nós)... mas como fica, se fizermos um livro, uma exposição de artes em local público, com um ou mais plágios, por termos ligado o "que se dane" ao percebermos algo estranho em uma de nossas obras?
Sim; existem as coincidências ou os "plágios coincidenciais". Mas tem que haver a consciência do certo, errado, adequado, inadequado, antiético, ético ou criminoso. Quem vive de "cometer coincidências", e por isso as normaliza, não se policia, torna-se plagiador ou copiador costumaz. É um pulo.
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sábado, 19 de setembro de 2026
Terrivelmente terríveis
Demétrio Sena - Magé
Já faz tempo que está em moda (terrível moda), o termo terrivelmente evangélico. E nisso, os evangélicos que assim se declaram realmente não se degeneram em relação ao termo. Eles de fato são terríveis. Têm demonstrado que são capazes de qualquer atrocidade, sob a terrível desculpa de que são autorizados pelo suposto Deus; ungidos por Ele, façam eles o que fizerem de bom ou mau.
Excluem, julgam e condenam com critérios duvidosos; fecham todas as portas para quem não os obedece; atacam outras religiões, inclusive com violência física e depredação. Também transformam seus templos - lugares de culto e adoração ao seu "sagrado" - em palanques políticos eleitorais, sempre com candidatos que lhes prometem poder terreno; força para destruir todas as comunidades, crenças, não crenças e grupos ideológicos opostos.
Muitos ainda maltratam esposas e filhos (pela força ou pela dominação verbal) em nome de velhos critérios bíblicos distorcidos. Mentem para proteger seus pupilos políticos, e quando esses políticos cometem atos condenáveis, costumam dizer que "pelo menos são cristãos"; como se o cristianismo lavasse caráter como se lava dinheiro; especialmente o dinheiro público.
A lista não acaba: em favelas, existe até a proteção de traficantes às igrejas evangélicas. É o caso do Peixão, no chamado Complexo de Israel, no Rio. Ele protege as denominações evangélicas impedindo que outras religiões professem sua fé e se instalem. Peixão lê a Bíblia e mata; louva e mata; ora e mata "como o Rei Davi" e se proclama um homem de Deus, ao mais terrível estilo Velho Testamento.
Terrivelmente evangélico é mesmo ao pé da letra. Se existe exceção? A exceção é o não Terrivelmente evangélico. Grupo muito pequeno, que não se levanta contra as práticas terríveis dos "Terrivelmente". Só não fazem as mesmas coisas; calam; deixam "nas mãos de Deus" a missão que "Deus" deixou em suas mãos. Devolvem as responsabilidades. E isso não deixa de ser terrível. Terrivelmente terrível.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Roda-viva mortal
Demétrio Sena - Magé
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
terça-feira, 15 de setembro de 2026
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
sábado, 12 de setembro de 2026
"Ressalmo"
Demétrio Sena - Magé
Bem aventurado, mesmo, é o varão que não anda segundo os conselhos do pastor vendido para políticos. Não se detém no templo dos corruptos e corruptores... nem se assenta na roda dos negociadores de votos dos fiéis. Antes tem o seu prazer de cidadão esquerdista que acredita na liberdade, no amor, e medita de dia e de noite sobre o bem comum... no melhor para todos... na beleza da diversidade humana que abraça todos os povos; etnias; religiões; ideologias livres e sinceras, conforme o entendimento e a escolha de cada um.
Esses realmente serão como árvores que dão frutos saudáveis. Que oferecem sombra capaz de refrigerar as mentes; almas; corações. Sombra que acolhe sem preconceito, as etnias infindas, as religiões incontáveis, a não religião, todas as classes sociais, orientações e gêneros. Nem tudo quanto fizerem prosperará, porque os maus estão por aí; os extremistas nunca cessarão as armadilhas... e os falsos líderes religiosos, que sempre oferecem seus rebanhos em sacrifício aos maus políticos, nunca desistirão de estabelecerem seus paraísos particulares na terra.
São assim os ímpios "igrejados". De um lado os que dominam; do outro os que são dominados, por preguiça de sentir, pensar e caminhar por conta própria. Espero que os lobos em pele de cordeiro sucumbam nas urnas e o rebanho desperte a sua cidadania. Quando a própria igreja, em parceria com o poder terreno, torna-se a roda dos escarnecedores, o alerta é que passou da hora de os verdadeiros cristãos não se assentarem mais nessa roda. Ou em última instância, o que acho impossível, remodelar ou recontextualizar a roda.
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sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Gatilhos
Demétrio Sena - Magé
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Sobre o 13
Demétrio Sena - Magé
O meu voto é por mim e pelos meus,
pelo povo que às vezes nem percebe,
mas que bebe fiado a própria dor,
pra tentar esquecer que a dor existe...
Vou às urnas por mim, por minha gente
que trabalha igual bicho para monstros
cujas mentes estão em seus umbigos
e nem sei se têm alma e coração...
Voto contra barbáries, ditadura,
contra quem oferece os meus direitos
à loucura de um Hitler reciclado...
Pra manter este sonho de país,
ser feliz e trocar esse congresso
inimigo voraz do bem comum...
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terça-feira, 8 de setembro de 2026
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Glórias ao Rock In Rio
Demétrio Sena - Magé
Eu também estaria lá no Rock in Rio, se pudesse. Pelo menos hoje, quando me emociono, via tevê, com Vanessa da Matta, Roupa Nova, Guilherme Arantes, Luiza Sonza junto ao Roberto Menescal, e ainda o Gilberto Gil. Mais tarde verei o Elton John. Ontem, o Jota Quest me levou às lágrimas, quando convidou o Tony Tornado para dar um show de alegria, energia e talento, aos 96 anos. Alguém quer falar de bênçãos?
Todo mundo cantando o amor; celebrando amizades; de corações abertos gritando a paz. Isso para mim é culto; é a verdadeira religação com todos os possíveis sagrados que nenhum livro manipulado explica. E quando alguém decide protestar, é justamente contra maldades, guerras, injustiças, desigualdades sociais, preconceitos religiosos e domínios; escravidões ideológicas.
Não troco estes momentos por nenhuma sessão de homilias, orações e louvores denominacionais dentro de uma igreja. Porque lá nas igrejas, bem sabemos quais, estão promovendo corporativismo contra os menos favorecidos, dominação ideológica, religiosa, de proteção da bolha e ódio; perseguição contra o mundo restante. Pior de tudo, oferecendo palco a políticos extremistas e corruptos.
Rendo glórias ao Rock In Rio, na língua dos anjos! Aos que dão shows no palco e na plateia! Grito em silêncio, aqui dentro de mim, "ribalábalá" em homenagem aos momentos de arte, união, alegria, entretenimento e paz, nessa festa que me anima e renova minhas esperanças! Tudo por saber que nem todos estão nos templos onde os inimigos do povo se fortalecem para conspirar contra o nosso país.
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Minha tábua segura
Demétrio Sena - Magé
Sinto que você me conhece, vasta e profundamente, no amplo desconhecido em mim. Sabe ler o silêncio do meu inusitado e decifrar cada segredo que jamais conto; as mais inconfessáveis confissões que nunca faço. Entende muito bem o ininteligível das escritas de minh'alma; das escrituras profanas - e submersas - deste meu testamento afetivo.
Decifro que seu olhar me decifra como nem eu faço. Que sabe do que não sou capaz, a partir do que sou. Confia no que não entende, na certeza do incerto que abona minha índole. Aposta no meu eu sobre você, com a segurança de quem se atira completamente no abismo e deixa estar. Vê bem claro no meu sombrio e não teme o temerário do que não vê, pois intui a lisura com que sou quem sou.
E você me comove com o que não diz, mas me assegura do quanto eu ouço nesse não falar. Tem um eco sincero, inquestionável para os meus gritos de socorro engolidos pelo não pedir que me faz tão pedinte. É a minha tábua segura, na insegurança do mar que não sei domar aqui dentro.
Vejo você tão próxima, mesmo à distância. Tão íntima, embora sem intimidade. Sinto-me compensado por tudo que, no fim das contas, nada. Mas que me completa e satisfaz, numa completude incompleta; numa satisfação insatisfatória. História escrita sem caneta, mão e papel. Só pela intuição afetiva. No sonho acordado em que sou grato por sua existência.
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sábado, 5 de setembro de 2026
Cidadão nada e ninguém
Demétrio Sena - Magé
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Sobre as aspas da ruína
Demétrio Sena - Magé
Algumas "coragens" e "adrenalinas" cabem perfeitamente nas aspas, porque são estúpidas, de tão imprudentes. São casos de uma estupidez bem própria da juventude, mas cada dia mais pessoas maduras também caem nessas armadilhas.
Muitos indivíduos estão presos ou morreram antes da hora, porque foram muito "espertos"; "descolados"; "ousados" e sem limite. Aspas e aspas, porque só foram mesmo sem limite. Embarcaram em barcos à deriva por influências externas, achando que foi por índole ou personalidade própria. Entraram, depois não puderam sair, pois com o tempo, ninguém sai de algumas situações.
Uma vida sem projeto, na qual tudo é feito por impulso e à base do tanto faz, não costuma ser longa. Ou é, mas de alguma forma que a pessoa não morre, como também não vive. A inteligência de quem pauta sua vida pelo cuidado, a observação e o critério, pode salvar sua integridade ou a própria vida. Só existe uma grande chance de futuro para quem aceita que nem tudo é "pra ontem".
A verdade não é outra: onde existe um excesso de "coragem", de "adrenalina", "esperteza", "descolamento" e "ousadia" - vide aspas -, falta inteligência. Quem não conhece o começar de novo, em novo ritmo, nada sabe da própria vida.
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quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Nem no muro nem camuflado: esquerdista
Demétrio Sena - Magé








