terça-feira, 18 de outubro de 2011

POESIA MOLHADA


Chove sobre o silêncio dos meus olhos;
molha os sonhos contidos, temerosos
de avançar entre os fios dessas águas,
na friagem do vento que as inclina...
Sinto a chuva regar uma preguiça
que me amarra no esteio das lembranças,
fico aqui recordando as muitas vidas
de uma vida sem muito a coroar...
Vem a chuva pousar na minha inércia,
deslizando na calma da tristeza;
resta o sono esperando alvorecer...
Quando chove mergulho na poesia
destes fios de angústia em devaneios;
destas notas molhadas de saudades...

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