Demétrio Sena, Magé – RJ.
Tive o sonho de uma. Tão somente uma relação sincera e
desarmada. Que rompesse as barreiras e quebrasse os tabus. Não temesse as
possíveis distorções, por achá-las impossíveis.
Uma relação cuja boa fé deixasse ampliar limites, permissões
e horizontes. Desnudar os conceitos que o mundo veste. Captar emoções ocultas
que a ditadura do moralismo proíbe, sem achar que “aí já é demais”.
Quis ter uma relação, apenas uma, em que as formas de lidar
não seguissem fôrmas. Onde não existisse desconforto. Só conforto, soltura,
entrega, e a paz de se deixar estar sem a velha sensação da improbidade; o além
do limite.
Sonhei alto. Quis demais, por querer um laço romântico sem
ter que ser um romance. De paixão, sem ter que ter sexo. Um laço em que a
confiança mútua nos permitisse ter... e dar “essas confianças”.
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