terça-feira, 27 de janeiro de 2026
domingo, 25 de janeiro de 2026
Das Procuras Perdidas
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Umbanda: Religião e Brasilidade
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
domingo, 18 de janeiro de 2026
Considerações amadoras sobre confidência profissional
Demétrio Sena - Magé
Meio mundo, em algum momento, precisa de um psicólogo/psicóloga. Psicologia é um ramo da medicina que se pode chamar de oficina do ser humano. Já precisei, embora tenha explorado "extraoficialmente" uma grande amiga psicóloga. Há casos em que algumas sessões nos ajudam por toda a vida, e casos em que, por toda a vida, precisamos de revisões pontuais, para não voltarmos ao ponto de partida. Ou de fuga. E antes de prosseguir nestas impressões pessoais, é preciso dizer que são impressões pessoais; isto não é uma analogia técnica ou de natureza profissional.
Mas quero falar de uma terapia muito eficaz, que sempre me ajudou em minhas angústias, dúvidas e manias.... em meus temores e segredos em ebulição: a confidência. Confidenciar é um ato libertador, quando acertamos na escolha de com quem fazê-lo. Ter confidentes é algo cada vez mais raro nesta fase de mundo e sociedade, onde a correria rouba todo o nosso tempo de falar e ouvir... especialmente o nosso tempo de identificar criteriosamente em quem poderíamos acreditar para fazer confidências; abrir nosso coração, nossa alma, sem temer julgamentos e censuras do que é justamente a nossa razão de procurarmos um colo.
A confidência é curativo; profilaxia paralela; nebulização... às vezes uma injeção de Voltarém na alma, nas emoções e na psique, pois há momentos em que um bom confidente precisa ser mais incisivo, para depois passar um algodão, aliviar a picada com o carinho que "o depois" requer. E como confidentes estão escassos, aí é que entra a psicanálise, tão popularizada nos últimos anos. A psicanálise à moda Freud, pai da psicanálise. Não a psicanálise/pregação religiosa; nem a psicanálise/aconselhamento pastoral; muito menos a psicanálise/vamos orar, entregar nas mãos de Deus.
Em suma, relembrando a natureza do texto, explicada no primeiro parágrafo, a psicanálise é a confidência profissional. Importantíssima nestes tempos, desde que não tenha a venda casada da proposta religiosa e qualquer dissociação dos princípios freudianos. Ou seria a psicanálise despsicanalizada. Neste contexto, a psicanálise é (com pleno reconhecimento de sua importância) a enfermagem da psicologia. Eu diria que um quarto de mundo precisa de confidente; mesmo em forma de psicanalista.
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sábado, 17 de janeiro de 2026
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Oportunismo gospel de massa
Demétrio Sena - Magé
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Ciclos
Demétrio Sena - Magé
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Ainda Estamos Aqui com O Agente Secreto
Demétrio Sena - Magé
domingo, 11 de janeiro de 2026
sábado, 10 de janeiro de 2026
Sobre com quem sermos quem somos
Demétrio Sena - Magé
Alguns hábitos pessoais que cultivo, e são incomuns ao mundo externo, são tão naturais e saudáveis para mim, que preciso ter cuidado para não pensar que determinadas pessoas sejam como eu. Às vezes penso que são, ou tento crer, para me sentir menos "peixe fora d'água". Ou menos extraterrestre. Algumas vezes fui até feliz nessa procura tímida e silenciosa, mas, muito ao longo dos anos.
É solitário pensar diferente ou ter conceitos menos fechados e um olhar informal sobre questões de pessoalidade. Não tenho como julgar o próprio mundo; até porque, sou eu quem distoa. Mas, ter conhecido pessoas semelhantes, ainda que bem poucas, ou muito de quando em quando, serviu para diminuir momentaneamente a minha solidão física. E ainda, para diminuir permanentemente a solidão interior, que continua profunda; entretanto, com doses de alívio e de alguma esperança em seja lá quem for.
Talvez todo o mundo tenha seu eu oculto e quase ninguém confesse. Ou ache que seu eu seja menos inconfessável do que o do outro; permitindo-se assim, a prática de julgar severamente a quem se abre ou expõe. E quem não quer julgamentos, continua oculto até encontrar com quem possa ser quem é... talvez depois de muitos enganos e desenganos, pela repetida ilusão de que já tenha encontrado.
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
"Sombriedade"
Demétrio Sena - Magé
Tenho por hábito introspectivo me sentir julgado. Permanentemente julgado. Por palavras atravessadas, palavras não ditas entre as que se apresentam, e também por silêncios, distâncias, recolhimentos específicos e olhares. Diretos ou oblíquos. Inclusive de pessoas que deveriam me conhecer muito bem.
Habituei-me a ser visto como alguém sombrio, neste país de tantas religiões das quais nenhuma é a minha. E sendo visto como alguém sombrio, por mais espontâneo, leve, sem mistério que eu seja - e sei que sou -, já enfrentei suspeitas de que tenha feito algo sombrio, não poucas vezes. Do nada. Simples e absolutamente do nada. Algumas vezes, sem nem ter havido algo sombrio para se atribuir a alguém. Com a única motivação externa, da minha não religiosidade... ou do que classificam como falta de Deus no coração.
O que me assusta é ver tanta gente "com Deus no coração" fazer tantas coisas sombrias e se julgar iluminada, simplesmente por carregar a marca de uma religião; majoritariamente, cristã. Ou os preconceitos não são sombrios? Julgamentos, machismo, idolatria política, violências verbais e até físicas contra quem pensa, crê, vota diferente... exclusão, separarismo, ódio religioso... tudo isso é sombrio e me dá medo. Meu coração não sossega, não porque me julgam sombrio, mas porque vejo tanta sombra nisso.
Ninguém se arme. Nem se alarme ou se auto flagre com estas ponderações. Não estou pensando especificamente em você. Nem tenho como saber o que abarrota o seu coração. São apenas observações introspectivas, que ora "extrospecto" para suportar a sociedade que me cerca. A sociedade que sou.
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