quinta-feira, 3 de novembro de 2011

FRUTO AMARGO


Se tivesses me achado num tempo mais próprio,
quando mal assumia os primeiros tons rubros,
o dulçor ensaiava seu gosto em meus gomos
e ninguém me ceifara pra forjar na estufa...
Certamente serias minha sentinela;
Rapunzel da janela vigiando o fruto,
pra pedir aos pardais que não me desejassem;
garantir que as crianças me dariam paz...
Quem chegou me colhendo pra pôr numa caixa
não teria encontrado, me camuflarias
com tal graça e talento que minh´alma sabe...
Eu teria chegado à doçura do mel,
partilhado contigo meu pleno sabor
sendo eterno em teus lábios, teu corpo, tu´alma... 

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