terça-feira, 8 de novembro de 2011

A PARTIR DE DRUMMOND

Tem que ter uma pedra para ser caminho;
tem que ter os espinhos pra ser uma rosa;
uma vida se faz de morreres contínuos,
e na guerra entendemos o preço da paz...
Este mundo se faz de mergulhos e voos;
das delícias da ceia e seu bolo fecal;
da brancura do cal, do teor do sepulcro;
neste sangue descubro milagres e vírus...
Junto Às lendas do céu eis também as do inferno,
Deus é bom pro demônio ser frio e cruel;
temperar nossa história define o seu dom...
Tal moinho, no fundo, harmoniza os contrastes;
com desgastes e pedras calçamos o mundo
de tragédia e poesia; de Nero e Drummond...

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